23/07/2019

Estado de S. Paulo | Inspirada em 'Rei Leão', startup quer pôr grilo na dieta do brasileiro
Com alto valor proteico, inseto será base para barrinhas de "cereal" e farinhas fabricadas pela Hakkuna

Enquanto algumas startups se dedicam a aumentar a produtividade no campo, outras buscam alternativas para a mesa dos brasileiros com ideias ousadas. “No futuro, a gente vai comer inseto sim”, diz, sem cerimônia, o engenheiro agrônomo Marcelo Romano Teixeira. Ele é hoje o responsável pela tecnologia de produção da Hakkuna, startup que produz insetos comestíveis – o nome da empresa vem da canção da animação O Rei Leão, no qual o leãozinho Simba acaba tendo de comer grilos para sobreviver.

(...) A Hakkuna é um bom exemplo do que pode se chamar de foodtech – empresa que usa tecnologia para repensar a produção de alimentos, às vezes até com ingredientes ousados. É algo que pode mudar a cara do setor. “Temos que deixar de ser o celeiro do mundo para ser o supermercado do mundo”, defende o engenheiro Paulo Silveira, criador do Food Tech Hub, iniciativa dedicada a startups do setor criada neste ano. 

Sem ter um espaço físico definido, o Food Tech Hub conta com o apoio de instituições de pesquisa, como o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), além da indústria alimentícia e de uma rede internacional com integrantes em Israel, no Reino Unido e na Holanda – nos três locais, hoje já existem importantes hubs de produção de alimentos.

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